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Quem pode ser excluído da herança — e como isso funciona

Muita gente diz, com toda convicção, que vai “tirar alguém da herança”, como se isso dependesse apenas da vontade de quem fala. Na prática, porém, o Direito não funciona assim. Quando o assunto é herança, existem regras claras e caminhos específicos, e confundir esses caminhos costuma gerar exatamente o que ninguém quer: briga familiar, desgaste emocional e processos longos que poderiam ter sido evitados.

Dois conceitos aparecem com frequência nessas conversas: indignidade e deserdação. Apesar de parecerem sinônimos no dia a dia, juridicamente eles são coisas bem diferentes. A indignidade só é discutida depois da morte da pessoa que deixou os bens. Ela acontece dentro de um processo judicial, normalmente no inventário ou em ação própria, e exige prova concreta de um ato realmente grave praticado pelo herdeiro, como situações extremas previstas em lei. Não basta mágoa, ressentimento ou versões de família. Sem prova, a exclusão simplesmente não acontece.

Já a deserdação é o oposto em termos de momento e forma. Ela só existe se for feita em vida, por meio de testamento, e com a indicação clara do motivo que justifica a exclusão do herdeiro. Não é suficiente dizer que não quer deixar nada para alguém ou fazer um documento genérico. Se o testamento for mal elaborado, sem fundamento legal ou com redação frágil, essa deserdação pode ser anulada depois, e o conflito acaba surgindo justamente quando a pessoa já não está mais presente para explicar suas decisões.

O erro mais comum é tratar essas situações de forma emocional e sem orientação. Há quem ache que depois “alguém resolve”, confiando que a indignidade será reconhecida automaticamente. Outros fazem testamentos sem cuidado técnico, acreditando que a deserdação é absoluta. O resultado, na maioria das vezes, é o mesmo: inventário prolongado, disputas familiares e nenhuma solução efetiva.

Planejamento sucessório não é sobre vingança ou punição, mas sobre responsabilidade. É sobre escolher o caminho certo para evitar que um problema pessoal se transforme em um problema ainda maior para quem fica. Aqui no Café e Leis, o Direito é tratado com clareza e respeito. Se você tem dúvidas sobre herança, indignidade ou deserdação, conversar antes pode evitar conflitos sérios depois. Se quiser falar a respeito, entre em contato.

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Jéssica Guerra

Advogada Especializada em Dir. Imobiliário.

Composição da Comissão Especial de Direito Imobiliário da OAB

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