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Problema com pensão alimentícia?

Pensão alimentícia não é gentileza, não é acordo informal e muito menos algo que pode ser definido no calor de uma separação. Ainda assim, é exatamente assim que a maioria das pessoas lida com o tema: decide no improviso, aceita valores sem critério ou promete o que não consegue cumprir. O problema é que, no Direito de Família, esse tipo de erro não passa impune.

Quem paga pensão sem uma análise jurídica correta costuma descobrir tarde demais que o valor definido não corresponde à sua real capacidade financeira. Já quem recebe, muitas vezes aceita menos do que a lei permitiria por medo de conflito ou pressa em “resolver logo”. Em ambos os casos, o resultado costuma ser o mesmo: frustração, desgaste emocional e um processo judicial que poderia ter sido evitado.

Existe uma ideia equivocada de que pensão alimentícia se resume a alimentação básica. Não é. A pensão envolve a manutenção do padrão mínimo de dignidade de quem recebe, considerando moradia, educação, saúde, lazer e rotina. E tudo isso precisa ser equilibrado com a possibilidade real de quem paga. Quando esse equilíbrio não existe, o conflito é só questão de tempo.

Outro ponto que quase ninguém leva a sério no início é o risco do inadimplemento. Atrasar pensão não é detalhe administrativo. A dívida cresce, acumula juros, gera execução e pode, sim, resultar em prisão civil. E o mais comum é ver pessoas que nunca imaginaram chegar a esse ponto simplesmente porque aceitaram um acordo mal estruturado ou ignoraram a importância de formalizar corretamente a obrigação.

Também é um erro acreditar que a pensão definida uma vez nunca pode ser alterada. A realidade muda. A renda muda. As necessidades mudam. O que não muda é a exigência de fundamento jurídico para qualquer revisão. Pedido mal feito, sem prova e sem estratégia, costuma ser indeferido. E aí o problema se arrasta por anos.

Pensão alimentícia não é sobre ganhar ou perder. É sobre evitar que uma decisão mal tomada hoje se transforme em um problema recorrente amanhã. Quando bem estruturada, ela protege quem recebe, preserva quem paga e evita litígios desnecessários. Quando feita no impulso, vira uma dor de cabeça constante.

Se você está pagando ou recebendo pensão e não tem certeza se o valor está correto, o pior caminho é continuar no escuro.

Me chame no direct e trate isso com estratégia jurídica antes que o erro vire execução.

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Jéssica Guerra

Advogada Especializada em Dir. Imobiliário.

Composição da Comissão Especial de Direito Imobiliário da OAB

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